Sala de espera
Minhas mãos escrevem palavras infiéis que constantemente me traem.Expressam sentimentos os quais muitas vezes eu gostaria de silenciar.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
A tua espera
Queria poder sussurrar em teu ouvido
Falar-te coisas lindas ou até mesmo sem senttido
Só pra poder sentir o suave perfume que emana dos teus cabelos
Queria poder beijar-te e receber de ti milhares de beijos
Escorregar minhas mãos pelo teu corpo inteiro
Sentir o calor da tua pele e despertar em ti desejos
Queria encontrar-me no infinito do teu olhar
Mergulhar nas tuas águas e os teus segredos desvendar
Queria ao menos ter você junto a mim
Mas quem é você que eu tanto busco?
Não sei...
Pois ainda não te conheci
Ser poeta...
Ser poeta é ter a alma simples e cristalina
Como um filete de água que corre pela ravina
É mergulhar no poço da insanidade
E ao mesmo tempo atingir o ápice da realidade
É poder sentir as palavras clamando por minhas mãos
É extraí-las da condição de silêncio
É dar cor a cada acontecimento
É buscar no horizonte paz e contentamento
Ser poeta é poder fugir da racionalidade
É fazer de simples momentos grandiosas obras de arte
É ser melodia na canção
Ser batida do coração
Ser as asas da imaginação
É presenciar meus sentimentos escorrerem até a ponta do lápis
É colocar em um papel meus desejos e ansiedades
Ser poeta é olhar para uma flor e dar boas vindas a primavera
É tocar em uma rosa e ver a minha essência nela
É acreditar que o hoje foi melhor que o ontem
E que o amanhã renasce em mim como uma fonte
Ser poeta é ter a sensibilidade para caminhar sobre o chão de giz
Ser poeta é tudo isso
Ser poeta é ser feliz
Cheiro de infância
Hoje acordei com uma saudade imensa
Saudades de mim,saudades de tudo
Saudades de um tempo que não mais voltará
Mas que diante dos meus pensamentos insistem em regressar
São recordações da minha infência
Que em meio as boas lembranças suspiram dentro de mim
Eita saudades sem fim[...]
Ainda posso sentir
Sim!Ecomo posso!
O aroma das tardes e a brisa dos ventos
O cheiro de terra molhada e o canto dos pássaros que rodeavam nosso quintal
Quantos momentos reveladores
Quantas árvores,quantas flores
Quantas alegrias,quantos amores
Hoje me pego a pensar se algum dia na vida essa alegria irá voltar
Alegria única que é própria da idade
Uma alegria permeada de beleza e simplicidade
Na qual uma simples chuva fecundava a alma e era motivo de felicidade
Eu não a perseguia
Ela sem avisar me atingia
Chegava com as pequenas coisas
Chegava sem alardes
No início dos dias ou nos fins das tardes
Não tinha hora certa nem tão pouco arrodeios
Sei que chegava pra ficar
Sei que permanecia em nosso meio
Remanso das águas
Na beleza dos cantos e na tristeza dos desencontros
Vou descendo rio abaixo feito uma imensa cachoeira a se derramar
Sigo sonhando,sonho em um dia encontrar o mar
E se uma grande rocha no caminho eu encontrar
Não medirei esforços para ela ultrapassar
E seguirei o percurso
Não perderei o meu curso
Prosseguirei a viagem
Sempre apreciando as belezas reveladas nas paisagens
E assim,impulsionado pelo destino
Vou seguindo feito menino
Desfrutando a felicidade própria de cada instante
Merecendo ou sendo errante
Vou além[...]Vou adiante.
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